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Rally de Portugal a 24 de maio e ainda pode ser no Norte… continua a teimosia!

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Sem ter ainda local definitivamente marcado, o Rally de Portugal de 2015 deverá ser disputado a 24 de maio, segundo foi avançado pelo Conselho Mundial, reunido em Pequim, que hoje mesmo anunciou o calendário do WRC.
Em relação ao Rally de Portugal e avançada a data, continua a faltar a definição do local onde a prova se vai disputar. Recorde-se que o ACP queria o Rally de Portugal disputado no Norte e não em junho antes de o Turismo de Portugal retirar o apoio à prova, mas segundo avançou Carlos Barbosa, presidente do ACP, já depois de conhecida a data final da prova anunciada no calendário oficial para 2015, “a data de 24 de maio não significa necessariamente um regresso ao Algarve. Se houver dinheiro, o Rally de Portugal continuará a ser disputado no Norte e é nisso que estamos a trabalhar”.
Continua a teimosia do ACP (principalmente como já vai sendo habito, do seu presidente), em querer levar o Rally de Portugal para o Norte, enquanto o Algarve/Alentejo oferece melhores condições e baixo custo de toda a organização, como tem sucedido há anos
Em relação ao resto do calendário, tal como se previa, não há registar, qualquer entrada ou saída de provas para o próximo ano, mantendo-se as 13 provas deste ano. Contudo, ficou-se a saber que a realização do Rally de Monte Carlo, do Rally da Alemanha e da Rally de França está ainda dependente da viabilização do acordo com o Promotor .do WRC.
Calendário WRC
Data Prova
25 janeiro Rally de Monte Carlo*
15 fevereiro Rally da Suécia
08 março Rally do México
19 abril Rally da Argentina
24 de maio Rally de Portugal
05 de junho Rally da Polónia
14 de junho Rally de Itália
05 de julho Rally da Finlândia
23 de agosto Rally da Alemanha*
13 de setembro Rally da Austrália
04 de outubro Rally de França*
25 de outubro Rally de Espanha
15 de novembro Rally da Grã-Bretanha

Um português na FIA!

Nuno Costa é natural de Braga e trabalha no departamento de Segurança da Federação Internacional do Automóvel (FIA) em Genebra, na Suíça. O AutoSport revela o trabalho deste português responsável pela homologação de equipamentos que salvam a vida a milhares de pilotos em todo o mundo.

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É um dos poucos portugueses que trabalham a full time na Federação Internacional do Automóvel. Pode explicar em que consiste a sua função?
“Estou inserido no departamento de Segurança da FIA, na Suíça, onde sou responsável pela homologação de equipamentos de segurança, desde capacetes, cintos de segurança, travões, a depósitos de combustível, entre outros. Quando um fabricante nos envia um produto, por exemplo a Sparco ou a OMP, eu comparo as suas características com as normas e padrões da FIA e coordeno a sua homologação. Além disso, também atualizo e crio regulamentos nesta área, e estou ainda ligado à aprovação de laboratórios externos que realizem testes e investigação para nós.
O departamento de Segurança em Genebra está dividido em três sub-departamentos: Médico, que trata por exemplo das normas e controlos anti-doping; Circuitos, que coordena a homologação e simulação de pistas; e Homologação de Equipamentos, que é onde eu trabalho.
Foi comissário técnico no Clube Automóvel do Minho e fez a licenciatura e doutoramento em Engenharia Mecânica na Universidade do Minho. Pode detalhar um pouco mais o seu percurso até chegar à FIA?
Comecei a colaborar com o C.A.M. quando tinha 13 anos, sempre tive uma paixão enorme pelo desporto automóvel, desde os ralis à Fórmula 1. Fui tendo várias funções nas provas do clube, principalmente como comissário técnico, inclusive em provas internacionais como o karting, a Rampa da Falperra e o Europeu de Turismos (ETCC). Além disso, fui comissário técnico no Rali de Portugal, que é algo que ainda hoje gosto de fazer até para rever amigos agora que estou mais longe, e cheguei a ser comissário técnico-chefe do Mundial de Karting de 2009 em Macau. Foi através destes eventos internacionais que fui conhecendo as pessoas da FIA, fui percebendo este meio e explorando cada vez mais o lado dos regulamentos técnicos.
Fiz a tese de doutoramento na empresa Mahle, que fornece componentes de motores para várias marcas, inclusive na Fórmula 1. Nessa altura soube que tinha aberto uma vaga para o FIA Institute, que é uma entidade independente da FIA que faz investigação e desenvolvimento de sistemas inovadores que possam melhorar a segurança das provas. Perguntei a um dos elementos da FIA que eu tinha conhecido no Rali de Portugal e ele disse que como o Institute era algo separado, não sabia como concorrer mas que havia necessidade de uma pessoa na própria FIA para a homologação de equipamentos de segurança. Enviei o meu currículo e chamaram-me para começar a trabalhar em Genebra em Março de 2011.”
O capítulo da segurança foi assumindo cada vez maior preponderância nas grandes competições internacionais e o certo é que, hoje em dia, o número de mortes por exemplo na Fórmula 1 ou nos ralis é muito menor do que há duas décadas atrás. A que se deveu este salto qualitativo?
“Sobretudo ao investimento feito na investigação e desenvolvimento de novas tecnologias e à análise rigorosa dos acidentes que foram acontecendo. Hoje em dia, qualquer acidente no automobilismo, seja fatal ou não, pode ser reconstituído com grande precisão e conseguimos perceber o que correu bem ou mal, a eficácia dos sistemas, as suas vulnerabilidades. Depois há toda uma equipa multidisciplinar na FIA, desde médicos a engenheiros, que analisam todas as vertentes possíveis de modo a reduzir os riscos para o piloto. É disto que se trata: investigar, desenvolver e reduzir os riscos ao máximo. Foi esta mentalidade que permitiu poupar imensas vidas nos últimos anos e que continua a orientar o nosso trabalho.”
Qual é o grande projeto que a FIA tem em mãos na área da segurança?
“Quando cheguei à FIA fiquei maravilhado com os recursos à nossa disposição e com o que ainda é possível fazer para melhorar a segurança dos pilotos e das provas em todo o mundo. Um dos projetos mais recentes, lançado este ano, é uma base de dados sobre acidentes à escala mundial, que permitirá recolher imensos dados e estatísticas que depois podem ajudar a FIA e as federações nacionais. Hoje em dia, talvez o nosso grande desafio seja trazer o nível de segurança que já existe em grandes campeonatos como a Fórmula 1, o WTCC ou o WRC para as categorias mais baixas, para as competições nacionais sem que isso acarrete um aumento incomportável dos custos.”
Como português que chegou a uma organização de topo na sua atividade, que conselhos daria a outros jovens portugueses que tenham o sonho de trabalhar no automobilismo mundial?
“Sobretudo que nunca pensem que é impossível. Não concordo com aquele complexo de inferioridade que por vezes existe em Portugal. Basta ter paixão e foco, é preciso concentrarem-se no seu objetivo, trabalharem muito e compreenderem que as grandes conquistas envolvem sacrifício. Eu trabalho com pessoas de várias nacionalidades, desde franceses, a turcos, a angolanos, a suíços. Nunca me senti menosprezado por ser português. A competência e a ambição não têm nacionalidade.”

 

Trabalhar com Charlie Whiting
Imerso no centro de decisões da FIA no que toca à segurança, Nuno Costa já se habituou a ter reuniões e conferências com os principais elementos ligados à federação internacional. Do veterano Peter Wright (consultor de investigação do FIA Institute) ao mediático diretor de prova da Fórmula 1, Charlie Whiting, o jovem português diz que as principais mentes da segurança do desporto são também pessoas de trato fácil. “Se pensarmos em pessoas como o Charlie Whiting, com toda a experiência e estatuto que ele tem na Fórmula 1, podemos achar que são pessoas algo inacessíveis mas na realidade é o contrário. São pessoas extremamente abertas ao diálogo, prontas a debater os assuntos com o máximo empenho e abertura. O único problema é que também são pessoas extremamente ocupadas e normalmente não temos muito tempo para conversar.”
Nuno Costa também refere não ter conhecimento direto de outro português que trabalhe na FIA a tempo inteiro, apesar de conhecer os casos de colaboradores como Eduardo Freitas, atual diretor de corrida do Mundial de Resistência (e no passado do WTCC), ou Carlos Barros, ex-diretor da Peugeot Sport Portugal que passou a delegado técnico no WTCC e no Europeu de Camião Racing. “Ainda não tive grande contacto com eles. Uma pessoa que me ajudou imenso foi o engenheiro João Rito, que está ligado ao C.A.M. e que chegou a ser comissário técnico da FIA no karting”, refere Nuno Costa. “Somos poucos mas normalmente neste meio temos reconhecimento pela competência.”

Ainda sobre o despiste no Rally de Portugal > Meeke recebe voto de confiança de Matton

Após três saídas de estrada em três ralis consecutivos – Suécia, México e Portugal -, Kris Meeke está a ter um início de época na Citroën difícil, valendo, até ao momento, o terceiro lugar conquistado no Rali de Monte Carlo como ponto alto da temporada.

A propósito do momento díficil que o britânico atravessa, Yves Matton, diretor da Citroën Racing, afirmou ao site “wrc.com” que “sabiamos que a primeira parte da época seria difícil para si e estamos a trabalhar em conjunto para melhorar o seu nível tão rapidamente quanto possível”, indo mesmo mais longe ao referir que “para se ser um piloto talentoso e estar no topo são necessárias várias coisas psicológicas, mentais e físicas. Todos os nossos pilotos têm frequentado um instituto especial para os ajudar a aprender todas estas coisas e para que melhorem a concentração e se apresentarem na sua melhor condição. O Kris esta nesse instituto desde dezembro e está constantemente a melhorar o seu nível”.

meeke Na sequência do despite em Portugal, não demoraram muito a nascer rumores que Meeke poderia estar prestes a sair da equipa fancesa, mas recentemente Yves Matton desdramatizou a situação, referindo que “não fiquei contente depois do acidente de Portugal mas não pensamos que ele vai fazer (e ele sabe-o) apenas quatro ou cinco ralis. Estamos a fazer o campeonato e o Kris vai lá estar nos próximos ralis”.

Rescaldo do Rally

vitor aleixo

    El alcalde de Loulé defiende que el Rally de Portugal “se mantenga en el sur”

 

 in “diariodehuelva.es”

(Clique na foto)

 

Obrigado!

Logo Rally 2014

…Queremos agradecer reconhecidamente a todos – impossível enunciar entidades, nomes, marcas, etc.. -, por todo o apoio dado ao nosso “team”, no sentido de desempenho de reportagem, neste maravilhoso Rally de Portugal 2014.

No propósito de sempre prestigiar o desporto motorizado, neste caso a nível mundial, cumpre-nos dizer:

Bem-haja a todos!

(Fanáticos do Rally,
Rally de Portugal > Special,
Report Team Photo,
Diário de Huelva, e
Osores)

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