VODAFONE RALLY DE PORTUGAL > EVENTO DESPORTIVO COM MAIOR RETORNO FINANCEIRO, VOLTA À ESTRADA

De 24 a 27 de Março, o Vodafone Rally de Portugal está de volta à estrada para mais uma prova cheia de emoções e que marca o calendário automobilístico internacional. O evento foi apresentado na passada sexta-feira, na Sala da Assembleia Municipal de Loulé.

Esta 44ª edição, que constituirá a terceira etapa do Campeonato do Mundo de Ralis – WRC, arranca em Lisboa, com a super especial de abertura no emblemático cenário da Praça do Império, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. Após 37 anos, este será o regresso da prova à capital. De acordo com o director da prova, Pedro Almeida, “esta é uma aposta na diversificação da oferta turística”.

Por outro lado, em termos da estrutura da prova, será seguido o modelo criado em 2005 que, segundo este responsável, “tem vindo a evoluir, de uma forma contínua, com o objectivo de aumentar a competitividade do percurso”. Como tal, os troços cronometrados aumentaram ao longo dos anos: 80 km, em 2009, 90 km, em 2010, e 105 km, em 2011, um valor elevado no qual pesam de forma importante as duas passagens pelos 31,04 km de uma classificativa com configuração inédita, designada por Santana da Serra.

O “Power Stage”, um novo conceito introduzido este ano na regulamentação do campeonato do mundo de ralis, será outro dos factores que aumentará a competitividade e espectacularidade da prova. Na última classificativa oferece o aliciante extra de uma bonificação em pontos para os pilotos melhor classificados no troço, para além da oportunidade promocional para os pilotos e equipas.

Nesta edição haverá um período mais compacto de reconhecimentos, com uma duração de apenas dia e meio em vez dos dois dias habituais, decorrendo na terça-feira, dia 22 de Março, e na manhã de quarta-feira, dia 23, isto porque o shakedown é antecipado para a tarde de quarta-feira, com início pelas 14h30.

Na quinta-feira, 24 de Março, decorre a super especial em Lisboa, com um vasto programa que passa por sessão de autógrafos com os pilotos, desfile de veículos históricos descobertos e prova de veículos clássicos desportivos.

O Vodafone Rally de Portugal vai para a estrada no seu cenário tradicional na sexta-feira, dia 25, com a realização de seis provas de classificação, correspondentes a uma dupla passagem por três troços diferentes: Santa Clara, com 22,99 km, cujo início foi ligeiramente antecipado, Ourique (20,27 km) e Felizes (21,31 km).

No sábado, dia 26, tem lugar a segunda etapa, com mais três troços feitos por duas vezes: Almodôvar, com uma extensão de 26,23 km e transmissão televisiva em directo na RTP na sua parte central em ambas as passagens, Vascão (25,26 km) e Loulé (22,56 km).

 

No domingo, dia 27, o Vodafone Rally de Portugal encerra com mais dois troços percorridos por duas vezes: Silves (21,39 km) e Santana da Serra (31,04 km), com cobertura televisiva.

No total serão mais de 385 km de troços disputados nas estradas de terra dos concelhos de Almodôvar, Loulé, Ourique e Silves

85 milhões de euros de despesa

Fernando Perna, docente da Universidade do Algarve, apresentou um estudo sobre o impacto económico da edição de 2010 do Rally na região, onde se concluiu que este é o “segundo maior evento a seguir ao Euro 2004”. Deste estudo, ressalta o valor da despesa que o público fez na região durante a realização do evento: um total de 85 milhões de euros, em que 50 milhões de euros foram em despesa directa e 35 milhões em despesa indirecta, o que significa 55,2% em termos de exportações (rendimentos que entram no país).

A restauração foi o sector que mais beneficiou com a passagem do Rally por terras algarvias e alentejanas, logo seguido do alojamento.

Deste estudo elaborado após entrevistas no decorrer da edição do ano passado, salienta-se ainda o peso dos adeptos espanhóis nestas receitas: uma média de 92,72€ efectuados pelos portugueses e 121,54€ pelos espanhóis.

Fernando Perna referiu ainda o facto de 96% dos adeptos se terem deslocado ao Algarve e Baixo Alentejo devido à prova. O cumprimento das regras de segurança por parte do público, o nível de espectacularidade dos troços e as condições do Estádio Algarve foram os factores mais elogiados pelos adeptos.

Em relação aos locais de passagem do rally, os entrevistados salientam a excelente paisagem do Algarve, o alojamento e a gastronomia.

Segundo o responsável por este estudo, “o principal desafio que se põe este ano passa por atrair os residentes em Madrid”. Isto porque, com a partida da prova a partir de Lisboa, torna-se mais fácil a deslocação da capital espanhola.

Por outro lado, este docente refere que mesmo em termos de crise, o impacto do Rally não diminuirá pelo que com o aumento do número de adeptos, a despesa poderá aumentar de 3% a 6%.

Já o presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio, frisou também a importância deste Rally na “promoção da região e também no incremento ao turismo do Algarve”. “Trata-se das provas mais importantes do calendário desportivo do Algarve e do país e a iniciativa que mais retorno traz”, sublinhou o edil louletano.

(DCRPE/RP – CM Loulé)

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