Rescaldo do segundo dia…

Sébastien Ogier escapa imune a problemas e lidera Bruno > Magalhães assume posição como melhor português

A segunda etapa do Rally de Portugal foi pródiga em dramas: furos, saídas de estrada, problemas mecânicos e abandonos. Houve de tudo neste segundo dia de prova, acabando por ser Sébastien Ogier a ser aquele que mais razões para sorrir teve ao cabo das seis especiais de hoje.

A Ford começava o dia com os seus dois pilotos na frente, com Jari-Matti Latvala e Mikko Hirvonen encarregues de limparem as estradas para os dois homens da Citroën, que ontem haviam optado pela jogada tática para não terem de sair em primeiro hoje. Contudo, e com troços tão complicados e exigentes como os deste segundo dia, depressa os problemas foram aparecendo, quase sempre para os lados da Ford.

Lei de Murphy na Ford

Diz esta lei que quando alguma coisa tem de correr mal, geralmente corre. Primeiro, foi Mikko Hirvonen que sofreu um furo e se viu obrigado a substituir um pneu perdendo imenso tempo no processo. Com isso, acabou por ser apanhado por Loeb no troço, com este a perder algum tempo no pó de Hirvonen. O francês mostrou o seu desagrado no final do troço, dando alguns toques com o seu carro na traseira do Fiesta número 3 no posto de tomada de tempos, sendo que mais tarde viria a pedir desculpa por esses excessos.

Depois, já na parte da tarde, quando Jari-Matti Latvala estava na luta pelo primeiro posto (era segundo a pouco mais de 10 segundos da frente), um problema com um eixo de transmissão do Fiesta WRC terminou com as suas ambições de lutar pela vitória. Acabou por terminar os dois últimos troços com um ritmo bastante lento. Mas o seu azar não ficaria por aí, pois no último troço, além dos problemas com a transmissão, viu um furo obrigá-lo a perder ainda mais tempo.

Por seu lado, Mikko Hirvonen, que estaria de volta a um lugar no pódio com os problemas do seu companheiro de equipa, viu a suspensão traseira do seu Fiesta ceder pouco após o início da derradeira especial, acabando por perder ele mesmo quase tanto tempo como Latvala.

Ficam, assim, na frente os dois Citroën oficiais, com Ogier a dispor de 37,6 segundos de avanço sobre Loeb, prevendo-se para amanhã o ataque final do campeão do mundo ao seu compatriota. Contudo, a missão de Loeb não se afigura fácil pois Ogier raramente tem cometido erros nesta prova e tem mostrado ritmo consistentemente mais forte: “Estou satisfeito com a minha prestação e espero que amanhã continue a assim amanhã”, referiu Ogier no final do último troço. Já Loeb acabou por perder mais alguns segundos na última especial, embora desta feita não muitos, depois de ultrapassar Latvala a e Hirvonen em pleno troço.

Jari-Matti Latvala acaba por terminar a segunda etapa com o terceiro posto, mas a 4m14s do primeiro: “É um pouco estranho, quando tivemos o problema com a transmissão não tivemos tempo de verificar os pneus e quando comecei a andar sabia que os pneus estavam a esvaziar… Penso que perdemos imenso tempo, mas vamos ver que posição conseguimos retirar hoje”, dizia.

Único dos Ford da frente a passar incólume a um dia muito problemático, Matthew Wilson termina esta segunda etapa na quarta posição, não muito longe de Latvala. “É incrível”, dizia o piloto, bastante satisfeito com a sua prestação neste segundo dia do Rali de Portugal. A apenas cinco segundos surge Hirvonen, no quinto posto, podendo amanhã ainda recuperar mais uma ou duas posições. Henning Solberg foi outro dos que teve problemas hoje, inicialmente com a direção assistida e depois com um furo, perdendo bastante tempo na luta que vinha a ter com Wilson pelo quinto posto e pela menção de melhor piloto da Stobart Ford.

Kimi Raikkonen já é o sétimo da geral, subindo posições de forma paulatina e segura, distanciando-se ligeiramente de Federico Villagra, que aparece 14,8 segundos logo atrás. Grande recuperação fez o norueguês Petter Solberg, que é já o nono classificado da tabela tendo hoje ganho as duas últimas especiais da tarde.

Decepção e satisfação lusa

Entre os pilotos nacionais, o dia de hoje teve mais azares do que pontos positivos. Tendo iniciado o dia no sétimo posto, Armindo Araújo vinha a fazer uma grande prova com o “novato” MINI Countryman S2000, mas problemas com o motor e com o acelerador do seu carro começaram a atormentar o bicampeão do PWRC. Na penúltima especial, um furo atirava-o para fora do top 10 e na última o motor do MINI deixava de trabalhar, forçando o piloto ao abandono de forma inglória…

Nota: para nós o Armindo cumpriu e bem este primeiro contact. A sua máquina não é esta… com a verdadeira ,e não falta muito para tal, o nosso bicampeão vai mostrar o que é 1 rodas. Força Armindo!

Particularmente tenho muita simpatia, e orgulho neste “puto”… ele sabe.

Aqui vai aquele abração e FORÇA!

(Osores)


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