Falam os pilotos…

 

 “Vou para a Argentina mais motivado e com o desejo de mostrar o que posso fazer” – Dani Sordo

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A Citroën teve em Dani Sordo o seu ponta de lança, com o piloto espanhol a dar muita luta a Sébastien Ogier, mas um toque atirou o espanhol para fora de prova. Depois duma prova apagada, Mikko Hirvonen terminou na segunda posição, chegando mesmo a ter hipóteses de vencer. Quando viu os primeiros tempos intermédios de Silves 1 (ES12) o finlandês constatou que as viaturas de Ogier e Latvala perdiam várias dezenas de segundos. “Perguntei-me mesmo se são seriam um erro da cronometragem”, exclamava o finlandês, que recuperava a segunda posição no final da especial. “Foi um rali muito exigente para as mecânicas e o meu DS3 WRC esteve perfeito a este nível. Um segundo lugar é sempre bom, mas tenho de dizer que esperava ser um pouco mais rápido aqui,” reconheceu o piloto da Citroën Total Abu Dhabi WRT. “Temos registado bons progressos desde o México, mas falhou-me um pouco de velocidade para optimizar as configurações das suspensões e pode ter sido isso que me impediu de entrar no ritmo certo logo desde sexta-feira de manhã. Temos de continuar a trabalhar, nomeadamente para ganhar em performance nas zonas mais rápidas.”

De regresso à prova Rally2, Dani Sordo não tinha outro objectivo que não fosse conquistar alguns pontos no Campeonato do Mundo de Construtores. O espanhol consegui-lo-ia ao terminar na nona posição entre os pilotos nomeados. “Irei recordar especialmente o meu início de prova, dado que senti que o carro estava melhor do que nunca,” explicou. “Outro ensinamento é o de que devemos ser muito rápidos nas qualificações para poder lutar pela vitória. Vou para a Argentina ainda mais motivado e com o desejo de mostrar o que posso fazer.”

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Autor de um rali sem falhas,  atingiu o final nos pontos e também com boas perspectivas para o futuro. “Estou contente por atingir o final deste rali. Mas estou especialmente satisfeito por ter progredido no meu estilo de condução nas últimas especiais,” disse o piloto do DS3 WRC da Abu Dhabi Citroën Total WRT. “Como os pneus tendiam a aquecer, acalmei um pouco o ritmo e percebi que se mostraram muito mais eficazes. Isso faz parte da minha curva de progresso.”

Yves Matton, Director da Citroën Racing, concluiu os trabalhos felicitando o trabalho feito pela equipa desde o Rally do México: “Não apenas demonstrámos que o nosso carro continua a ser o mais fiável do plantel, como conseguimos, também, aumentar o seu nível de desempenho, adaptando-o ao estilo dos nossos pilotos. Isso é uma satisfação que nos permite abordar positivamente a restante temporada.”

 

“Estes dez dias em Portugal foram ricos em ensinamentos” – Robert Kubica

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Inscrito pela primeira vez num rali em pisos de terra e ainda por cima uma ronda do Campeonato do Mundo, Robert Kubica e Maciek Baran foram confrontados com todo o tipo de situações ao longo do fim de semana.

Eles demostraram a satisfação de um verdadeiro potencial naquele que é o terreno principal do WRC. A equipa do Citroën DS3 RRC marcou, também, os seus primeiros pontos na tabela do WRC2.

Após terem disputado o Rally Sprint de Fafe, Robert Kubica e o seu co-piloto Maciek Baran descobriam, logo desde os reconhecimentos, um percurso extremamente técnico, repleto de saltos e de curvas disfarçadas.

Uma vez lançado na corrida, o piloto polaco tinha, em primeiro lugar, que aprender a decifrar estes múltiplos desafios: “Sem experiência, é complexo julgar logo desde os reconhecimentos como um topo afectará o comportamento do carro a alta velocidade. Há aqui tantos saltos que não se pode facilitar sob pena de se perder dois ou três segundos por quilómetro! Senti que evoluí nas segundas passagens e fiquei surpreendido pelos bons tempos realizados. Infelizmente, um duplo furo impediu-nos de completar a etapa.”

De regresso à prova no Sábado em Rally2, Robert foi confrontado com problemas técnicos, que o impediram de utilizar o comando semi-automático da caixa de velocidades. O último dia ocorreu normalmente e o piloto de Cracóvia aumentar a quilometragem percorrida, superando, inclusive, as duas passagens da especial de Almodôvar, com os seus 52,3 km de extensão.

Robert Kubica completou a prova do WRC2 na sexta posição, garantindo os seus primeiros pontos. “Estes dez dias em Portugal foram ricos em ensinamentos,” conclui. “O balanço é globalmente positivo, mesmo se, às vezes, falhámos resultados. Para aquele que foi o meu primeiro rali em terra, penso ter mantido um bom ritmo nas especiais onde não tive problemas. Encontrei muitas respostas às perguntas que surgiam dias antes. Se tivesse que voltar a disputar esta prova a curto prazo, viria, obviamente, com melhores recursos. É muito promissor para o futuro.”

Graças à experiência adquirida, Kubica sabe que deverá continuar a aprender durante as suas próximas participações: “O mais importante para mim é ser capaz de distinguir o que vejo nos reconhecimentos do que acontece na corrida. O percurso deste fim-de-semana é bastante técnico, algo que me será muito útil nos próximos eventos. Mas já sei que não há ralis fáceis…”

Após esta primeira participação no WRC2, Kubica poderá integrar a lista de inscritos da próxima prova do Campeonato da Europa: “Vamos avaliar a hipótese de fazer o Rali dos Açores, também ele em terra. A minha próxima participação no WRC2 será, quase de certeza, na Acrópole.”

 

 “Tudo terminou a 500 metros do final, foi um enorme azar” – Bruno Magalhães

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Ao contrário das primeiras informações oriundas da especial de Almodôvar, Bruno Magalhães não deu qualquer toque que lhe tenha danificado o Peugeot 207 S200, mas foi sim, a extrema dureza do piso que levou à quebra de um perno da roda traseira direita. O piloto ainda chegou ao final do troço, mas na ligação a roda acabou por sair e dessa forma o piloto não pode prosseguir. Um desfecho inglório, já que depois de vencer 10 das 15 especiais do evento, tudo acabou na ligação que o levava ao pódio. “Foi uma luta constante e uma satisfação quando terminámos o último troço na frente. Quando nos apercebemos do problema, tentámos a todo o custo chegar ao controle final e fizemos mais de 50 quilómetros de ligação. Tudo terminou a 500 metros do final. Foi um enorme azar”, descreveu Bruno Magalhães.

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